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Caraguatatuba investe mais de R$ 12 mil ao mês em bolsa para atletas com deficiência

Fotos: Claudio Gomes/PMC

Caraguatatuba acredita na superação e melhor qualidade de vida das pessoas com deficiência por meio do esporte, diante disso, possui 29 atletas de alto rendimento, que treinam com foco em competição e representam o município em diferentes campeonatos.

Para incentivar individualmente os esportistas, a Prefeitura de Caraguatatuba investe R$ 12,7 mil em bolsa atleta repassados por mês. O recurso varia de R$ 700 a R$ 200, dependendo do índice técnico de competição dos paratletas, divididos nas categorias ouro, prata e bronze.

O diretor de esportes adaptados, Marcio Prado, destacou que em dois anos, o repasse teve um acréscimo de 577,2%. “Em 2017 iniciamos com seis paratletas e o repasse era de R$ 2,2 mil. Hoje esse valor é quase seis vezes maior, com uma equipe completa”, disse.

As bolsas são distribuídas após uma avaliação da comissão de esportes adaptados. O recurso permite que o atleta invista em materiais esportivos, suplementos e equipamentos necessários para o melhor desenvolvimento da modalidade. Durante as competições gastos com estadia, diária e condução são custeados pela Prefeitura de Caraguatatuba.

Amanda Barros da Costa protagoniza uma das histórias de superação da Secretaria Municipal de Esportes e Recreação. Atleta com deficiência buscou na prática esportiva a mudança que necessitava em sua vida.

A história de Amanda começou em 2010, aos 16 anos de idade, no município de Jacareí. Ela teve um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), mais conhecido por derrame cerebral, que afetou o lado direito do corpo.

Amanda contou que no início não reconhecia a própria família. “Meus amigos foram se afastando e entrei em depressão, pois não aceitava ser uma pessoa com deficiência. Quase três anos depois me mudei para Caraguatatuba, onde encontrei esperança para uma nova vida”, relata Amanda.

Aos 18 anos de idade, iniciou aulas de natação no Centro Esportivo Municipal, sempre com objetivo de retomar os movimentos do corpo. Com muita dificuldade, notou que a memória cada vez ficava mais lúcida e com instinto de superação, partiu para a corrida.

Mas como nada na vida é fácil, em 2015, descobriu uma má formação nos rins. Um foi desenvolvido em cima do útero e o outro não havia se formado direito. E assim, entrou para fila de transplante. Após vários exames, em 2017, recebeu um rim da própria mãe.

Evangélica, de muita fé, só pensava em uma coisa: superar. “Levei um ano para me recuperar; o medo era constante, mas a vontade de voltar aos treinos era maior. Hoje apesar de tudo, sou uma pessoa realizada. O esporte mudou tudo. Vida nova!”, conta Amanda.

Atualmente Amanda é paratleta da equipe da Secretaria de Esportes e Recreação de Caraguatatuba (Secer), na modalidade lançamento de dardo e disco. Já alcançou diversos pódios em Campeonatos Regionais e Paulistas. Seu maior sonho? Chegar às Paralimpíadas de Tóquio.

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